Em sessão presidida pela vereadora Daniela Oliveira (PSC), a Câmara Municipal de Vereadores de Ingá aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 012/2017, enviado pelo prefeito Manoel da Lenha, que dispõe sobre abertura de crédito especial ao vigente orçamento no valor de R$ 2.300.000,00 (dois milhões e trezentos mil reais) para construção do Açude Público localizado no sítio Serra Velha.

A verba é proveniente de emenda parlamentar do deputado federal Wellington Roberto, conforme foi anunciada pelo parlamentar recentemente.

POLÊMICA

Colocado em pauta pela presidente Daniela, e após a leitura do projeto, foi dado o prazo regimental para que a a Comissão de Finanças composta pelos vereadores Marrisson, Gedeilson e Murilo pudessem se reunir para que em seguida apresentasse seu parecer. A reunião da comissão apresentou um resultado de 2 votos favoráveis a tramitação imediata de Marrinho e Gedeilson, e um voto contra a tramitação imediata apresentado por Murilo que queria mais prazo. Por 2 x 1 a comissão aprovou a continuidade da tramitação do projeto e ofereceu parecer liberando o projeto para discussão e votação. O vereador Marrinho justificou a decisão em razão da proximidade do recesso parlamentar, o que iria atrasar sem necessidade o início da obra.

O vereador Murilo justificou que não votou contra o projeto apenas queria mais prazo. Por sua vez, o vereador Aílton Nunes (Nego dos Transportes) rebateu afirmando que na Câmara só tem três opções de votos: a favor, contra ou abstenção. Portanto, teria votado contra. Daí por diante todos os vereadores se pronunciaram, de um lado Vinicius, Jorge, Mana e Alcides, defenderam o direito de prazo solicitado por Murilo e sua posição, enquanto Ailton, Marrinho, Gedeilson, Elias, Daniela e Cipó, defenderam a tramitação imediata do projeto sem concessão de prazo e consequentemente que a presidente colocasse em votação.

A polêmica também se deu em razão de um erro de digitação constante no projeto, o qual apresentava a cidade de Cabedelo no lugar do município de Ingá, embora já havia sido corrigido. Por conta desse erro, o vereador Vinícius classificou o contador da prefeitura de incompetente e irresponsável. O vereador Aílton rebateu afirmando que assim proceder por conta de um erro de digitação era uma ignorância e que o erro de digitação havia sido corrigido a tempo. O vereador Jorge sugeriu que fosse apresentado uma emenda para que o Ministério Público pudesse fiscalizar em razão da verba ser uma quantia alta. Marrinho rebateu afirmando que a obra é pública e qualquer um pode fiscalizar se está sendo aplicada ou não. Enfim, após as discussões envolvendo toda bancada, a presidente Daniela colocou em votação e o projeto foi aprovado por unanimidade.

Confira a polêmica:

Ascom